Home Data de criação : 09/05/01 Última atualização : 11/10/24 21:42 / 1 Artigos publicados

Halley  escrito em terça 07 julho 2009 10:33

Capitúlo 01

Faz algum tempo que eu venho seguindo uma criatura, mais até agora eu não tenho muitas informações, sei que esta criatura quer um exército, e que eu estou nessa bagunça, como e por que eu vim parar nisso, eu não tenho a mínima idéia, só sei que isso tudo me leva a um bar e uma garrafa de Vodka. Estou sem meu pai há uns três meses, ele foi atrás da mesma criatura que eu e não voltou mais. Isso me irrita muito porque com certeza ele sabe de muitas coisas que eu não sei e não me conta, ele está sempre dizendo que quer me proteger, mais me deixar dormindo num hotel e desaparecer não vai me proteger.

Acordei com um rapaz entrando no meu quarto de hotel e perguntando se eu estava bem, caí da cama e minhas vistas escureceram. Acordei novamente com a cabeça doendo, resultado da Vodka, tinham dois rapazes mexendo nas minhas coisas, um era um pouco mais alto que o outro, um mais loirinho e o outro com o cabelo castanho escuro, não pude consegui perceber outros detalhes porque estava sem meus óculos. Levantei de vagar e de repente falei:

-Quem são vocês?-Eu podia sair correndo ou gritar por socorro, talvez os caras fossem policiais, ou talvez bandidos, não importava para mim naquele momento, eu só não gosto que mecham nas minhas coisas. Eles se viraram para mim com uma expressão surpresa, o mais alto disse:

-Eu sou Sam e esse é o Dean, nós te demos uma carona ontem à noite. – Falou o mais altinho.

-Você estava bêbada. Por isso não se lembra! –Disse o loirinho, sua voz era em tom de desprezo.

- Ta me desculpe, e muito obrigada, vocês poderiam me dar licença?- Eu estava com a roupa toda amassada o meu cabelo devia estar uma loucura, e meus olhos com o lápis borrado, dois rapazes lindos, e eu parecendo uma louca descabelada.

Eles saíram do quarto e eu fui tomar um banho, colocar uma roupa limpa e meu fiel All Star. Precisava comer alguma coisa antes de tomar um remédio para dor de cabeça, mas, antes de comer alguma coisa eu iria ter que ir ao estacionamento do bar e pegar o meu carrinho. Peguei minha carteira e minhas chaves e fui pegar um ônibus que parou numa parada perto do bar.

Depois de pegar o meu carro, fui comer um sanduíche de bacon, o meu favorito, e uma Coca-Cola, como isso quase todos os dias e incrivelmente eu não engordo, é por isso que quando eu ia à casa da minha avó ela me entupia de comida e brigava com o meu pai dizendo que ele não me alimentava direito. Na verdade nesses três últimos meses eu como o que eu quero, com o meu pai ele ficava me regulando, me mandando comer legumes, verduras e tal, às vezes eu sinto saudades disso.

Tomei um remédio, e logo minha dor passou. Comprei um jornal e o li acompanhado dos meus cigarros, a eu imagino o que você está pensando. Qual é a dessa garota? Ela bebe, ela fuma, ela tem a carteira de identidade falsa, um porta-malas com punhais, soqueiras, facões, espingardas, revólveres, balas de sal, balas de prata, crucifixos, livros em latim. Não tem novidade nenhuma nisso, ou tem? Eu caço e é esse o meu material de trabalho. A razão que me convence a fumar e a beber é a seguinte: Minha mãe morreu antes que eu pudesse conhecê-la, estudei por conta própria, (explicando melhor, fiz apenas o jardim, que foi na época que eu morei com a minha Avó), não tenho muitos amigos, nunca beijei na vida, por conseqüência nunca tive um namorado, não tenho uma “melhor amiga”, meu pai está desaparecido e dois homens lindos apareceram no meu quarto e eu nem sabia seus nomes.

Indo ao o que interessa, eu li no jornal que um advogado chamado Phil Hanks havia morrido afagado na banheira, sem digitais ou sinal de quem o matou, e que ele não havia sido o único havia morrido também na semana passado uma moça chamada Ashley Guilmort, pela foto publicada no jornal, ela era uma “mulher da vida” se é que você me entende, nada contra. Nos dois casos não havia digitais e nem testemunhas, para a polícia, porque eu fui ao apartamento de Phil e encontrei algumas coisinhas.

Perguntei ao porteiro onde ficava o apartamento do Sr. Hanks, ele estava tão distraído assistindo um jogo de beisebol que me falou onde era sem se importar quem era eu. Entrei no apartamento dele arrombando a porta, e no banheiro o meu “aparelhinho” captou freqüência de atividade espiritual, e eu encontrei uma mecha de cabelo vermelho, eram macios e grandes, provavelmente de uma mulher, que mulher? Fui descobrir, na casa da mãe de Phil.

Toquei a campainha e disse que eu era um membro de uma das igrejas da cidade e que eu estava buscando informações sobre o filho dela, para que eu e meu “grupo de oração” orássemos por ele. A mãe de Phil que era a cara dele só que mulher, me deixou entrar e me elogiou por ser uma jovem que freqüentava uma igreja, e agradeceu, pois ela estava muito triste e estava precisando de um apoio, porque o marido não estava se importando com a dor dela. Nós conversamos muito, comi biscoitos, tomei leite, uma coisa só. E a parte importante está ai:

-Ele andava meio perturbado, tinha traído a namorada e se sentia culpado. - Ela me entregou uma foto dos dois juntos - Era uma moça ótima, tenho certeza de que está chorando muito de ter perdido Phil.

-Com certeza. Eu vou orar por ela também. Obrigada por tudo Senhora.

-Obrigada você. – Me acompanhando até a porta.

Era isso que eu precisava saber, mais ainda faltava saber quem matou o infelizinho que traiu a namorada. Mais eu não queria saber disso agora, afinal, eu tenho que consegui o meu sustento, como consegui o meu sustento? Jogando cartas, pelo menos foi a primeira coisa que eu pensei. Fui ao bar de novo e peguei a próxima no poker, como sempre suaram com a minha casa, por que eu sou uma garota, que eu não sei jogar, que lugar de mulher e na cozinha, os homens e rapazes sempre se espantam comigo, com minha Vodka e com meus cigarros. E como sempre se deram mal, eu consegui bastante dinheiro, voltei para o hotel, comi uma pizza, tomei um banho e fui dormir.

No outro dia eu levantei me arrumei e fui fechar a conta do hotel, e encontrei no corredor Sam e Dean, dei-lhes bom dia e sai do hotel rapidíssimo, estava com muita fome fui numa lanchonete e comi meu x-bacon e minha Coca-Cola em lata. Depois peguei as fotos de Phil e Ashley, era em preto e branco, mais eu pude notar que Ashley era ruiva, então procurei no site do jornal e realmente ela era ruiva. Minhas conclusões: Phil traiu a namorada com Ashley, Ashley (o espírito) matou Phil. Por quê? Porque ela era a amante e queria que ele terminasse com a namorada para ficar com ela. Essa ultima parte foi uma amiga de Ashley que me contou, e ela me ajudou contando onde Ashley havia sido enterrada. Perdi bastante dinheiro em troca dessas informações, mais valeu à pena.

“Agora é só colocar fogo no corpo de Ashley e ela vai descansar o espírito, e não vai machucar a ex-namorada de Phil” Meu pensamento feliz de solucionar tudo.   

À noite por volta das 23h00min, fui até o cemitério Boas Recordações, não é um nome muito bom para cemitério, seria melhor algo do tipo “Era uma Vez”. Brincadeirinhas à parte, eu estacionei o carro um pouco distante do cemitério, andei um pouco procurando o tumulo de Ashley. Assim que comecei a cavar, lembrei-me do meu pai, nesses momentos ele cavava e eu segurava a lanterna, agora eu cavo e ninguém segura a lanterna, e apesar de magra eu sou bem forte, quer dizer, nunca levei um soco de mim mesma para saber, mais já fiz algumas pessoas sangrarem, não sou nenhuma assassina, meu pai me ensinou a lutar e como já machuquei de algumas pessoas, eu tenho quase certeza de que sou forte.

Estava distraída e de repente uma luz de lanterna veio em mim, eu levei um susto, e olhei para onde vinha a luz eram dois homens, de primeira achei que fossem os zeladores. Mais a menina que eles se aproximaram eu vi que era o Sam e o Dean. Achei que não os veria de novo, mais o que mais me incomodava era saber o que eles estavam fazendo lá, e acho que essa era a curiosidade deles também.

-Halley, o que você esta fazendo aqui?- Perguntou Sam.

-Tomando um ar. –Meu Deus quem eu estava tentando enganar, eu estava quase no meio da cova e segurando uma pá. –Tira essa lanterna do meu rosto, por favor.

Eles se aproximaram, leram o nome no epitáfio, olharam para mim desenterrando, naquela situação constrangedora. Eu fiquei calada e parei para ouvir o que eles iriam começar a perguntar, era a primeira vez que me viam desenterrando um túmulo. Dean perguntou algo bem óbvio.

-O que você está fazendo.

Eu já havia respondido, tomando um ar, mais eu não iria responder a mesma idiotice de novo. Pensei um pouquinho e disse:

-Olha, eu não conheço vocês. Não vou falar nada a vocês, então me dêem licença, para eu terminar o meu trabalho. - Eu nem sabia se iria vê-los de novo apenas não iria falar da minha vida à dói belos estranhos.

-É tem razão, não conhecemos você. Mais esse é nosso trabalho também. – Disse Sam.

É seu trabalho? Talvez.

-Ta, tanto me faz cheguei primeiro já estou na metade, a não ser que você faça questão de colocar fogo nesse corpo? –Falei largando a pá!

-Com certeza, eu faço questão, - Respondeu Dean. –isso não é coisa pra garota!

-Com certeza é pra mim! –Já estou acostumada a ser subestimada.

-Não me importo, eu vou cavar! –Em tom orgulhoso.

-Ta, só vou ver se você vai fazer o negócio direito! –Eu realmente estava com intenção de insultá-lo. Vai falar essas coisas machistas para outra garota.

-Ilumina pra mim! –Me jogando a lanterna.

E lá estava eu de novo, segurando a lanterna, enquanto um homem cavava. Não achei ruim, aproveitei para fumar. Assim que acendi o meu cigarro Sam olhou para mim como seu eu fosse uma psicopata. Como eu já disse sempre se espantam com o meu cigarro. Ele chegou para perto de mim, achei que ele iria dizer alguma coisa tipo: “Você é muito nova para fumar ou jogue este cigarro fora”. Mais como ele estava tão calado achei que ele iria me pedir um, mais me enganei.

Dean terminou de cavar e destampou o caixão, eu joguei o sal o Sam jogou álcool. Ficamos calados até o fogo acabar, isso foi por volta das três horas da manhã, então enterramos tudo de novo. Eu fui para o meu lado e eles para o deles eu apenas disse um tchau e peguei minhas coisas, Sam me chamou e disse para eu me cuidar, resolvi nem responder. Estava muito cansada e dormi no carro mesmo.

Acordei eram umas três da tarde com o Dean batendo no vidro. O que diabos esse homem queria me acordando. Abaixei o vidro do carro e disse:

-O que vocês querem?

-Alice morreu?-Disse Sam.

-Um... É mesmo? Eu acho uma pena, porque eu gosto muito da estória. – Adoro fazer piadas.

-Você está de brincadeira?

-Era a idéia!

 -Alice, a namorada de Phil morreu. –Sam estava bem sério.

-Ta!-Sai do carro. -Nós queimamos o corpo da Ashley.

-É mais não deu muito certo. –Cruzando os braços.

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